Mercado de trabalho inicia 2026 em alta e reforça debate sobre valorização salarial

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O Brasil iniciou 2026 com indicadores históricos no mercado de trabalho, marcados pela geração recorde de empregos formais, queda do desemprego e ampliação da renda das famílias. Desde 2023, mais de 5 milhões de vagas com carteira assinada foram criadas, levando o total de vínculos formais a mais de 49 milhões de trabalhadores. A taxa de desemprego recuou para 5,2%, o menor nível desde 2012, refletindo crescimento distribuído entre estados e setores da economia.
A valorização da renda é apontada como um dos principais fatores desse cenário. O novo salário mínimo entrou em vigor com ganho real, além da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores de menor renda. A expectativa é de que essas medidas fortaleçam o consumo, impulsionem a economia e ampliem a geração de empregos ao longo de 2026.
Para o presidente do SEC Betim e Região, Thiago Henrique, os números nacionais dialogam diretamente com a realidade local, mas também evidenciam desafios específicos do comércio na região. Segundo ele, Betim e os municípios do entorno convivem com um alto índice de rotatividade de trabalhadores, fenômeno que impacta tanto os empregados quanto os próprios empresários.
Thiago Henrique avalia que a dificuldade de retenção de mão de obra no comércio está diretamente relacionada às condições oferecidas aos trabalhadores. “Não basta apenas abrir vagas. É fundamental investir na valorização salarial, garantir direitos e oferecer melhores condições de trabalho. Isso é determinante para que os patrões consigam manter seus funcionários e reduzir a rotatividade”, afirma.
Na avaliação do dirigente sindical, políticas de valorização do salário, respeito à jornada de trabalho, benefícios e cumprimento da legislação trabalhista são estratégicas não apenas para melhorar a vida dos trabalhadores, mas também para fortalecer o comércio local. “Quando o trabalhador tem renda, estabilidade e direitos garantidos, ganha o comércio, ganha a economia e ganha a sociedade como um todo” , conclui Thiago.

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